3F é Frio, Fraco e Fedorento! E 3M? (Tarcísio Matos)

fevereiro 25, 2011

Sujeito espirituoso, Estevam Emygdio sempre foi cheio de repentes, dessas coisas engraçadas que só cearense tem. Legou a verve moleque ao rebento Marcos, filósofo que busca na fulerage cabeça-chata a argamassa do pensamento mais aristotelicamente não-sei-quê.

Pra seus amigos, Sr. Emygdio (um dos “Homens de Branco” da Fortaleza da década de 40) escolhia os que lhe eram afins. Um desses invocados era o velho Frota Melo (“O homem dos facões”), pai do “homem do Marketing”, Ricardo Mello, hoje dando um grau nos EUA.

Estavam os dois na Praia de Iracema, no bar da Dona Raimunda. De frente pro mar belíssimo da Vila Morena formosa, jogando conversa fora. Cansados de tomar água de pote, pedem dois cafezinhos. Logo a quitandeira chega com o pedido.

Negra gorda, despachada, era mulher de pouca ou quase nenhuma leitura. Pra falar a verdade, não fazia um “O” com uma quenga. “Analfa de pai e beta de mãe”, no dizer de Osmilton Paraíba. Vez ou outra se saía com tiradas geniais, enfezada que sempre foi.

Tomam os cafezinhos pedidos há pouco com alguma dificuldade, os amigos. Horrorizados com os cafezinhos. Estevam Emygdio paga a conta. Na saída do estabelecimento, Frota Melo olha pra trás, dirige-se sincero à morenona, sem intenção de machucar.

– Dona Raimunda, seu café tava 3F!

– Três o quê, rapaz? – perguntou cismada.

– 3F: Frio, Fraco e Fedorento!

Esfregando as mãos no vestido estampado, cheirando a sovaco, Raimunda responde na bucha, direcionando a resposta ao que dissera Frota Melo.

– Pois fique sabendo que o senhor é um elemento 3M!

– 3M? Diabeisso? – interrogam em uníssono os fregueses.

– Corno, Fí duma égua e Cabra sem vergonha!

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Grupo EPT: Emitrade recebe representante da líder mundial na fabricação de Flexitanks

fevereiro 14, 2011

Em visita ao Ceará para prospecção de potencialidades do mercado, a Diretora-Presidente do Grupo EPT, Nancy Wendrock esteve no Emitrade Center na tarde do dia 16 de agosto e conversou demoradamente com Marcos de Castro e equipe.

A EPT, líder na fabricação de Flexitanks, tem na Emitrade um “parceiro confiável”, conforme palavras da própria Nancy. Confira a entrevista concedida por ela à reportagem do EXPRESSÃO EMITRADE.

 

Qual o motivo da visita a Fortaleza?

A minha visita foi motivada por uma vontade de manter contato com o mercado cearense e conhecer as suas potencialidades. Eu também quis conhecer o Emitrade Center, um parceiro confiável. Nós produzimos o produto que é utilizado nas exportações coordenadas pela Emitrade, os Flexitanks.

Vim também ter uma experiência direta com os usuários do produto, conhecer as críticas e comentários referentes ao produto, e de que forma eu posso ter uma sintonia maior com o mercado. Vim a Fortaleza, sobretudo, para dimensionar a potencialidade desse mercado, e assim poder desenhar qual o tipo de investimento deva porventura ser feito.

 

O que mais motivou sua vinda ao Estado do Ceará?

Não vim com uma razão específica. Estava carente de entender como é o mercado local. Estou estudando e visualizando os potenciais. Vi o LCC, mel, glicerina e quais outros produtos podem ser utilizados para esse tipo de equipamento, os Flexitanks. Com a minha experiência estou vislumbrando outras utilizações que eles possam ter.

Nessa atividade de perseguir um objetivo e atender a uma empresa em um caso específico de Flexitanks, abrem-se perspectivas para outros tipos de serviços. Daí dizer que podemos trabalhar em outros segmentos.

 


A Castanha de Caju do Ceará: Um vislumbre atual da indústria castanheira

fevereiro 10, 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mês de novembro/2010, as indústrias de castanha de caju não conseguem receber volumes de castanha in natura para assegurar a continuidade de suas atividades. A fraqueza da safra demonstrada até o presente momento gera enormes preocupações, downsizing das atividades industriais, demissões e incerteza de atendimento a contratos internacionais, fato sagrado entre empresários brasileiros. Este fato da natureza, acoplado à desvalorização continua do dólar perante o real e previsões negativas neste cenário, vislumbram um ano de grandes incertezas para a maior pauta das exportações cearenses, castanha de caju.

 

O Brasil é o país mais respeitado mundialmente como produtor e processador de castanha de caju. Em um posicionamento ousado e de vanguarda, as empresas brasileiras entenderam, anos atrás, a importância de assegurar a qualidade do produto processado de acordo com as normas adequadas para produtos alimentícios. Feitos os investimentos necessários, as empresas, hoje, detêm certificações como ISO 22000, APPC, entre outras. No cenário internacional, o Vietnam, que há 10 anos praticamente não existia como exportador, processa em torno de 500 mil toneladas/ano, sendo 350 mil de produção própria e o restante importado. A Índia continua como o maior fornecedor mundial, com produção própria em redor das 500 mil toneladas/ano, e ainda importa o mesmo equivalente. O Brasil cresceu de uma maneira mais modesta e atualmente processa cerca de 300 mil toneladas/ano, deixando de ser o grande “player” em âmbito mundial. Os vários entraves a serem vencidos As fábricas brasileiras têm capacidade para processar muito mais de 400 mil toneladas/ano; por isto, o trabalho incansável de tentar assegurar uma fonte alternativa de castanha, como a que é importada da África, na busca de garantir o funcionamento dessas fábricas e a manutenção de empregos. Devido a margens reduzidas e ainda ao fato do Real, este ano, acentuadamente valorizado perante o dólar, é imprescindível manter produções em escalas elevadas, se se quer assegurar retornos mínimos nas operações de processamento.

Atualmente, no Brasil, a safra tem se manifestado de forma retardada. Em anos recentes, as indústrias deixaram de receber matéria-prima nos meses de agosto e setembro, como era de praxe. Em 2010, mesmo nos meados de outubro, não há ainda disponibilidade do produto. Muitas fábricas deram férias coletivas por falta de produto para processamento. Isto gera um inconveniente maior que é a falta de abastecimento para os mercados consumidores, neste período de maior consumo que é o final de ano. Além da falta do produto, o preço negociado na safra 2010/2011 passa a ser superior ao que é praticado internacionalmente, apesar de a castanha brasileira ter um rendimento inferior. Cada tonelada de castanha africana rende aproximadamente 10,5 caixas de 22,68kg, enquanto a castanha brasileira mal alcança 9 caixas. Outro fator importante é o nível salarial pago pelas empresas. Hoje, o salário contratual no Brasil supera US$ 310, enquanto a média na Índia e no Vietnam fica ao redor de US$ 100, sendo ainda inferior em algumas regiões. Já que a maior despesa nas fabricas de castanha, após a matéria-prima processada, é mão de obra, o Brasil começa a perder competitividade perante os outros países.

A participação do EMITRADE CENTER para o equilíbrio e crescimento do setor Neste contexto, o EMITRADE CENTER tem atuado de forma consistente e em simbiose funcional com o setor, de forma a extrapolar sua posição de mero coordenador logístico para apoiar o engrandecimento sustentável e consistente do setor de Exportação de Castanha na região, e assim reduzir o impacto negativo pelo qual a castanha de caju transita. Além das atividades tradicionais de coordenação logística do produto para EUA, Europa e Oriente Médio, busca construir uma operacionalidade interativa, principalmente, por reconhecer a importância do setor no contexto social e seu posicionamento na balança comercial do Estado. Diálogo com os exportadores e maior leque de opções O EMITRADE CENTER mantém um diálogo constante com os exportadores.Na pauta, as necessidades de logística funcional relacionada à Legislação e à burocracia governamental, a interlocução com Armadores e a lisura no atendimento de prazos. Mantém, desta forma, um canal de comunicação aberto e constante com os Importadores buscando, ainda, entender e repassar conhecimentos acerca de necessidades específicas para melhor sintonia de objetivos comuns.

No tocante à atuação regional, o EMITRADE CENTER também executa um trabalho consistente com vistas a assegurar maior leque de opções no transporte marítimo eficiente, diversidade de rotas, diminuição de “transit time”, fretes justos que atendam anseios das partes envolvidas e disponibilização perene destas opções, independentemente da sazonalidade de outros produtos de exportação que venham a afetar, de maneira considerável, o equilíbrio do fluxo no transporte internacional. Com as autoridades competentes, o trabalho é focado na direção de fomentar maior sintonia, e de forma estratégica, para assegurar maior fluidez na liberação da documentação pertinente ao atendimento de prazos de liberação de cargas para embarque. O EMITRADE CENTER busca conquistar a boa vontade e a cooperação destas autoridades para apoiar a atividade de forma consciente e socialmente responsável, de vez que os benefícios serão traduzidos diretamente para a comunidade como um todo. Em defesa de um futuro para a indústria castanheira do Ceará O EMITRADE CENTER entende que o momento demanda necessidade premente de avaliar e questionar que meios, coordenação e apoio as autoridades poderiam adotar e os parâmetros a serem imediatamente implementados, no sentido de assegurar que as empresas mantenham a competitividade e garantam empregos, sem ônus em demasia. Entende ainda como do interesse de todos, e de importância vital, manter a competitividade brasileira para garantir o futuro da indústria castanheira, a manutenção de postos de trabalho e a conseqüente competitividade mundial do produto cearense.


Crescimento saudável e sustentável com benefício para a comunidade

fevereiro 1, 2011

Historicamente, o Ceará tem comprovada vocação para a ousadia. Que o diga Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, mais tarde conhecido por “Dragão do Mar”, símbolo da resistência popular cearense contra a escravidão. Em 1884, o Estado torna-se a primeira província brasileira a abolir a escravidão.

De tão “abusados”, somos o único povo, em redor do planeta, que ousou um dia vaiar o sol, como destaca a edição do jornal O POVO de 31 de janeiro de 1942, ante a intromissão do Astro Rei em uma manhã em que se esperavam chuvas. De ato em ato corajoso, esse cearense desponta com seu modo arrojado de ser e fazer as coisas.

Nos dias atuais, de novo o Ceará exerce essa capacidade inovadora; agora, na área da produção, a bem do desenvolvimento do Estado. Trata-se do aperfeiçoamento de uma metodologia avançada e consistente de exportação, via marítima, de Plantas Tropicais Vivas aqui mesmo produzidas. Fazê-lo por via aérea é o comum. Pelo mar, aí está o grande diferencial.

Itens para uma exportação bem sucedida

O Emitrade Center está no centro desse novo instante, ao colocar em prática a sua habilidade e competência na terceirização de procedimentos de exportação para o escoamento internacional de plantas produzidas mediante seleção minuciosa de vários produtores regionais. O projeto consiste de meticuloso trabalho, em que se destacam:

o   Classificação, seleção e aperfeiçoamento de produtos a serem exportados;

o   Seleção, treinamento, orientação específica e funcional de produtores regionais;

o   Pesquisa dos potenciais importadores internacionais para tais tipos de produtos;

o   Desenvolvimento de relações comerciais de venda, discussões de qualidade e fornecimento programado;

o   Desenvolvimento do método e aperfeiçoamento de know-how específico para acomodação e transporte;

o   Desenvolvimento de uma logística avançada e viável para o transporte seguro, de forma que a qualidade e padronização dos produtos não sejam afetadas;

o   Análise de demandas específicas de cada autoridade competente sobre tal tipo de exportação: Ministério da Agricultura, Receita Federal, IBAMA, Semace etc.;

o   Acompanhamento final de recebimento, qualidade e desempenho do produto em seu destino.

Das autoridades competentes, a justa cooperação

Os itens mencionados acima remetem à necessidade de as autoridades compreenderem o grande esforço/desempenho que devem ter no sentido de garantir “qualidade” aos produtos, assim favorecendo a competitividade internacional. Em 25 anos de atuação no mercado internacional, o EMITRADE CENTER tem à frente, com este projeto, o desafio de atender às demandas específicas de cada um dos órgãos competentes que fiscalizam as operações.

Isto deverá ser feito, contudo, sem a adição de custos a uma operação cujos resultados financeiros já são drasticamente afetados por uma questão cambial perigosamente baixa, as sucessivas crises internacionais e uma concorrência absolutamente agressiva proveniente de vários países que competem com o Brasil.