A Castanha de Caju do Ceará: Um vislumbre atual da indústria castanheira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mês de novembro/2010, as indústrias de castanha de caju não conseguem receber volumes de castanha in natura para assegurar a continuidade de suas atividades. A fraqueza da safra demonstrada até o presente momento gera enormes preocupações, downsizing das atividades industriais, demissões e incerteza de atendimento a contratos internacionais, fato sagrado entre empresários brasileiros. Este fato da natureza, acoplado à desvalorização continua do dólar perante o real e previsões negativas neste cenário, vislumbram um ano de grandes incertezas para a maior pauta das exportações cearenses, castanha de caju.

 

O Brasil é o país mais respeitado mundialmente como produtor e processador de castanha de caju. Em um posicionamento ousado e de vanguarda, as empresas brasileiras entenderam, anos atrás, a importância de assegurar a qualidade do produto processado de acordo com as normas adequadas para produtos alimentícios. Feitos os investimentos necessários, as empresas, hoje, detêm certificações como ISO 22000, APPC, entre outras. No cenário internacional, o Vietnam, que há 10 anos praticamente não existia como exportador, processa em torno de 500 mil toneladas/ano, sendo 350 mil de produção própria e o restante importado. A Índia continua como o maior fornecedor mundial, com produção própria em redor das 500 mil toneladas/ano, e ainda importa o mesmo equivalente. O Brasil cresceu de uma maneira mais modesta e atualmente processa cerca de 300 mil toneladas/ano, deixando de ser o grande “player” em âmbito mundial. Os vários entraves a serem vencidos As fábricas brasileiras têm capacidade para processar muito mais de 400 mil toneladas/ano; por isto, o trabalho incansável de tentar assegurar uma fonte alternativa de castanha, como a que é importada da África, na busca de garantir o funcionamento dessas fábricas e a manutenção de empregos. Devido a margens reduzidas e ainda ao fato do Real, este ano, acentuadamente valorizado perante o dólar, é imprescindível manter produções em escalas elevadas, se se quer assegurar retornos mínimos nas operações de processamento.

Atualmente, no Brasil, a safra tem se manifestado de forma retardada. Em anos recentes, as indústrias deixaram de receber matéria-prima nos meses de agosto e setembro, como era de praxe. Em 2010, mesmo nos meados de outubro, não há ainda disponibilidade do produto. Muitas fábricas deram férias coletivas por falta de produto para processamento. Isto gera um inconveniente maior que é a falta de abastecimento para os mercados consumidores, neste período de maior consumo que é o final de ano. Além da falta do produto, o preço negociado na safra 2010/2011 passa a ser superior ao que é praticado internacionalmente, apesar de a castanha brasileira ter um rendimento inferior. Cada tonelada de castanha africana rende aproximadamente 10,5 caixas de 22,68kg, enquanto a castanha brasileira mal alcança 9 caixas. Outro fator importante é o nível salarial pago pelas empresas. Hoje, o salário contratual no Brasil supera US$ 310, enquanto a média na Índia e no Vietnam fica ao redor de US$ 100, sendo ainda inferior em algumas regiões. Já que a maior despesa nas fabricas de castanha, após a matéria-prima processada, é mão de obra, o Brasil começa a perder competitividade perante os outros países.

A participação do EMITRADE CENTER para o equilíbrio e crescimento do setor Neste contexto, o EMITRADE CENTER tem atuado de forma consistente e em simbiose funcional com o setor, de forma a extrapolar sua posição de mero coordenador logístico para apoiar o engrandecimento sustentável e consistente do setor de Exportação de Castanha na região, e assim reduzir o impacto negativo pelo qual a castanha de caju transita. Além das atividades tradicionais de coordenação logística do produto para EUA, Europa e Oriente Médio, busca construir uma operacionalidade interativa, principalmente, por reconhecer a importância do setor no contexto social e seu posicionamento na balança comercial do Estado. Diálogo com os exportadores e maior leque de opções O EMITRADE CENTER mantém um diálogo constante com os exportadores.Na pauta, as necessidades de logística funcional relacionada à Legislação e à burocracia governamental, a interlocução com Armadores e a lisura no atendimento de prazos. Mantém, desta forma, um canal de comunicação aberto e constante com os Importadores buscando, ainda, entender e repassar conhecimentos acerca de necessidades específicas para melhor sintonia de objetivos comuns.

No tocante à atuação regional, o EMITRADE CENTER também executa um trabalho consistente com vistas a assegurar maior leque de opções no transporte marítimo eficiente, diversidade de rotas, diminuição de “transit time”, fretes justos que atendam anseios das partes envolvidas e disponibilização perene destas opções, independentemente da sazonalidade de outros produtos de exportação que venham a afetar, de maneira considerável, o equilíbrio do fluxo no transporte internacional. Com as autoridades competentes, o trabalho é focado na direção de fomentar maior sintonia, e de forma estratégica, para assegurar maior fluidez na liberação da documentação pertinente ao atendimento de prazos de liberação de cargas para embarque. O EMITRADE CENTER busca conquistar a boa vontade e a cooperação destas autoridades para apoiar a atividade de forma consciente e socialmente responsável, de vez que os benefícios serão traduzidos diretamente para a comunidade como um todo. Em defesa de um futuro para a indústria castanheira do Ceará O EMITRADE CENTER entende que o momento demanda necessidade premente de avaliar e questionar que meios, coordenação e apoio as autoridades poderiam adotar e os parâmetros a serem imediatamente implementados, no sentido de assegurar que as empresas mantenham a competitividade e garantam empregos, sem ônus em demasia. Entende ainda como do interesse de todos, e de importância vital, manter a competitividade brasileira para garantir o futuro da indústria castanheira, a manutenção de postos de trabalho e a conseqüente competitividade mundial do produto cearense.

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